quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Brevemente no 25deNovembro!!!!

0 observações sobre as parvidades que escrevo!
Para aqueles que pensavam que viver debaixo da ponte era ruim vem ai "A Casa Podre da Naninha e da Miss Xah".
Se querem conhecer a casa mais podre de Lisboa não percam todas a semanas uma das esplêndidas divisões do nº 37 de Picoas.

E porque os post podem ter imagens chocantes avisam-se os mais sensíveis para não visionarem ou lerem nenhum dos post relacionados com esta saga.

Já na próxima semana, ou nesta ainda não sei bem, não percam as imagens do hall de entrada e da porta porque nós também não.

Remodelação Completa!

1 observações sobre as parvidades que escrevo!
O meu blog tá novinho em folha, é verdade. Já não tem 24 mil bolinhas, agora tá todo cor-de-rosa, tem descrição, um banner com a rogue dos x-men, e mais uma data de coisas bonitas (contador de visitas, bonecas da marvel, um blogroll maior...).
Já estava a precisar...
O banner é da responsabilidade a Miss SG, ao que parece ela não gosta de ser mencionada nos meus post por isso leva cm as inicias para não ter na mania.
Além das alterações como já tinha prometido vêm mais post, mas como sempre muito fraquinhos...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Nana Red Shoes!!!

1 observações sobre as parvidades que escrevo!
Olha olha, um sapatico vermelho!!
Mesmo como os que eu queria ter!!
Para que vejam que eu e a Simone trabalhamos pa xuxu...

Ah pois é! E quem vier aqui dizer o contrário engana-se!!!!!

A imagem é da Simone que eu não tenho jeito para estas coisas.
Um dia hei-de aprender, mas até lá vou recebendo prendicas destas :)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Farta de Ti!

2 observações sobre as parvidades que escrevo!
Eu não gosto de ti, não gosto da imagem que tenho de ti neste momento, não gosto quando me dás toques, não gosto quando passo o dia inteiro a pensar em ti, não gosto quando sonho noites inteiras contigo, não gosto...
Mas mesmo assim não consigo parar de te amar.
Já não me lembro da tua cara, do teu toque, do teu beijo, mas mesmo assim levo o dia a pensar na tua cara, no teu toque, no teu beijo.
Passo os dias a pensar nos momentos que passei contigo, se é que lhe posso chamar momentos...sabes que para mim nada daquilo foi real. Foi só mais uma de muitas vezes em que tiraste um bocadinho do teu tempo, do teu tão precioso tempo para me atazanar.
É incrível como saio sempre fodida no meio desta história toda. Depois de tanto tempo já devia ter aprendido, mas eu gosto, gosto de bater com a cabeça, de cair no chão.
Esqueço-me é de como é difícil levantar-me quando caio, cada vez se torna mais difícil.
Já passaram três meses e eu ainda continuo bem lá no fundinho, e como é difícil fingir que não... torna-se tão difícil fingir que já não me sobram forças para me levantar.
Mesmo longe de tudo o que me fazia lembrar de ti não consigo para com esta forma irracional de te amar.
Já destruíste tudo aquilo em que acreditava, e estás a conseguir destruir-me a mim.
Já mal suporto dizer o teu nome, já mal suporto pensar em ti, já mal suporto sonhar contigo.
Vivo numa tortura constante, tal maquina de tortura medieval, e tu não tens misericórdia. Continuas a dar-me toques, continuas a aparecer no meu pensamento e nos meus sonhos. Quero-te fora, fora de mim, fora. É mentira, não quero. Não te quero fora de mim, quero-te mais dentro e perto do que nunca.
Mas ao que parece és a única coisa que eu queria mesmo mas que não posso ter.

Incongruências

0 observações sobre as parvidades que escrevo!
Se é proibido fumar nos autocarros da Rede Expressos porque é que em frente a cada banco há um cinzeiro?

domingo, 10 de agosto de 2008

Senhores do Metro com Bom Ritmo

0 observações sobre as parvidades que escrevo!
Definição de Senhor do Metro com Bom Ritmo segundo o disposto no artigo 69 do Código do Metro:

Dá pelo nome de Senhor do Metro com Bom Ritmo todo e qualquer individuo, que por qualquer razão alheia à população em geral, entre em qualquer carruagem do Metropolitano de Lisboa com o intuito de pedir dinheiro aos cidadãos que trabalham arduamente para obter dois ou três trocaditos e por isso mesmo não possuem qualquer fundo de maneio que lhes permita o despendido de qualquer quantia para ajudar um outro individuo.

Os Senhores do Metro com Bom Ritmo devem usar todas as técnicas da seguinte lista:
1 - Apregoar uma cantilena esquisita da qual não seja perceptível qualquer palavra a não ser auxiliar;
2 - Ser possuidor/possuidora de um bastão em madeira rasca, de preferência colhido da própria árvore mãe, e de tamanho considerável;
3 - Usar o disposto no número 2 do artigo 69 do Código do Metro para produzir sonoridades batendo com o objecto em questão na chão das carruagens;
4 - Além do disposto no número 2 do artigo 69 do Código do Metro, ainda lhes é permitido usar uma série de armas brancas e instrumentos de arremesso para produzir as tais sonoridades, bem como os varões dispostos em cada carruagem normalmente em frente ás portas;
5 - Tocar uma melodia original e que fique no ouvido na medida em que é essa mesma melodia que os distingue dos Pedintes Normais;
6 - Não usar qualquer instrumento de música conhecido, esse direito está reservado, dependendo do instrumento em questão, aos Pedintes e aos Senhores Italianos do Comboio da Linha de Cascais com Bom Ritmo,
7 - Bater acidentalmente em pelo menos 5 pessoas por carruagem, enquanto as tentam percorrer;
8 - Aparentar qualquer deficiência física, pela qual se vêem incapacitados de deter um trabalho como as pessoas ditas normais.

Segundo o disposto no Código dos Trabalhadores que não Pagam Impostos Sobre Lucros Obtidos,todo e qualquer lucro obtido por estes senhores está isento da cobraçam de qualquer imposto.

Para obter mais informações sobre trabalhadores que não pagam impostos sobre lucros obtidos ler o Código dos Meninos do Parque, e o Código das Meninas do Intendente.

Código do Metro completo, disponível para download, versão pdf no site da Carris.

sábado, 9 de agosto de 2008

Barraca em Remodelação!!!!

0 observações sobre as parvidades que escrevo!
Quem costuma visitar o meu blog, certamente já reparou numa série de alterações e melhoramentos (infelizmente os melhoramentos não são ao nível da escrita, essa continua péssima, são apenas "estéticos").
Pois é, este blog já mereçia uma mudança de visual, e até agora já tem uma descrição (eu sei eu sei, a descrição não tem nada a ver com estética, mas faz parte dos melhoramentos), uma lista dos blogs que costumo ler, feeds não vá alguém passar por aqui e inexplicavelmente querer por o meu blog num directório e a minha parte preferida, uma série de imagens de heroinas da marvel.
É verdade eu adoro desenhos animados/filmes da marvel. Principalmente aqueles desenhos animados do spiderman, iron man, silver surfer, fantastic 4, x-man... que eu via quando tinha os meus 8, 9 anos. Aqueles desenhos animados que não era corrompidos pela tecnologia, e portanto eram feitos manualmente, o que fazia com que tivessem muito mais piada do que os desenhos animados de agora que diga-se de passagem são uma bodega...
Voltando aos melhoramentos para breve prometo, além de mais bonequinhas marvel, um fundo novo (e desta vez em bonito), e se conseguir um banner!!!
Além disso prometo para muito breve também uma disertação acerca dos senhores do metro com bom ritmo, este que é um problema social que tanto preocupa as mentes portuguesas, vá a minha mente e a da Xah =P

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

2 Notas

1 observações sobre as parvidades que escrevo!
Em primeiro lugar saber tanto sobre sushi denota não só a minha obsessão como a minha aversão ao trabalho que tenho para fazer esta tarde!

Em segundo e último, mas não menos importante, arranjem-me urgentemente um motivo qualquer para me moer, de preferência um motivo do sexo masculino, porque estive a reparar e não é que escrevo umas coisas giras quando corto os pulsos...

O meu novo amor!!!!

2 observações sobre as parvidades que escrevo!
Há muito que não escrevo neste blog, mas lá tenho culpa se não me sinto inspirada quando não corto os pulsos...
Hoje tenho uma confissão a fazer, estou completamente apaixonada, ele é Japonês e chama-se Sushi! =P
Ahhhh apanhei-vos pensavam que era mesmo verdade, não não, eu não estou apaixonada por nenhum homem é mesmo por uma nova comida, que dizer, nova para mim. Porque ao que parece, desde o século XIV que os Japoneses o consomem, inicialmente chamado de namanarizushi, passou a ter outras denominações consoante as diferentes variações que dele surgiram.
Esta iguaria, que se diz ser uma das mais saudáveis no mundo, é confeccionada com pouco mais do que algum arroz (arroz de sushi), frutos do mar e em algumas variantes uma folha de alga desidratada.
Ora vejam só se isto não é de fazer crescer água na boca:


Por isso já sabem, caros leitores deste blog, se é que existem, se gostam muito de mim e se me querem ver feliz só têm uma coisa a fazer (e para quem pensa que é arranjar-me um homem engana-se) é levar-me ao japonês a comer sushi!!!!!!
E já agora e se não for pedir muito levem-me também a um daqueles restaurantes de comida japonesa também onde está um cozinheiro à nossa frente e numa chapa quente confecciona toda a comida que lhe pedirmos, ainda não descobri o nome, mas de certo vai ser material para um novo post.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Para este não tenho titulo que aborrece-me pensar

6 observações sobre as parvidades que escrevo!
Estou a atrofiar muitissimo!!!
Lidar com a mudança de vida que tenho pela frente em poucas semanas, com a partida dos meus amigos e com o Dinis a passear-se á minha frente de mãozinha dada com a namorada muito fofinhos, é horrível.
Não sei qual das três me moí mais.
Ou melhor sei sim. Definitivamente é a partida dos meus amigos. Mudar de vida com eles não era mau de todo. Sim eu sei q ainda tenho a Sara e ainda bem porque se não era o fim da picada. Mas queria também a Susana, o André a Cláudia e a Vânia.
Já não tenho mesmo nada para me prender a Portalegre. Os meus amigos foram embora, emprego é para esquecer. E mesmo que houvesse emprego também não queria cá ficar, porque lá está, os meus amigos foram embora.
Bolas há muito tempo que não chorava tanto, nem durante tantos dias seguidos.
Isto está a ser duríssimo. Estou deserta que a Sara venha para Portalegre para falar e para sair de casa. Ela também não esta nada bem, mas mesmo que eu não fale fala ela comigo e assim fico a sentir-me muito melhor.
Quando estou ocupada não me lembro destas coisas.
Sinceramente achava muito mais piada estar a moer-me por causa do Dinis.
Amanha vou a Lisboa procurar casa, se não estivesse a moer-me tanto por causa dos meus amigos, estava muito mais contente.
Quer dizer, nós éramos como uma família. Estávamos sempre juntos, tomávamos conta uns dos outros. Sempre que era preciso alguma coisas, estávamos lá todos. Só a título de exemplo, eu fui para o hospital, a Sara e a Cláudia foram comigo, o André foi lá ter depois, a Vânia também e a Susana só não foi porque estava em Évora.
Estou a escrever isto e só me apetece chorar.
Há e ainda me estou a esquecer da minha Susana e da minha Cláudia. A Susana nem me despedi dela, a Cláudia ainda está em Portalegre, mas a trabalhar por isso fico na mesma.
Eh pah, estou mesmo triste com isto tudo. Com os amigos do secundário não custou tanto, se calhar porque nos fomos afastando gradualmente, e porque além disso a relação que tinha com eles era completamente diferente desta.
Continuo a dizer que tinha muito mais piada estar a moer-me assim tanto por causa do Dinis. Passei o dia inteirinho da minha queima das fitas a chorar por causa dele e não me queixei.
Agora ando á três dias a chorar por causa dos meus amigos. Nem me posso moer convenientemente por causa dele. Ora bolas, assim sinto-me indignada e magoada.
Á pouco ia começando a chorar só por causa de estar a dizer: “um senhor que não tem este braço”, assim não há condições.
Acabaram-se as noitadas, as tardes na explanada ou na sala de convívio. Acabou-se o não fazer nenhum com os meus amigos.
Agora é trabalhar muitíssimo, e daqui a uns meses começar a fazer croché com a Sara, daqui a uns anos passar o serão á braseira a queixar-me das artroses e da expandilose…lolol
Ai que maçada!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Chuva Obliqua

2 observações sobre as parvidades que escrevo!
Estou tão cansada. Tão cansada de tudo, e de nada…Já não consigo fazer isto, a sério que não consigo.
Desde que acordo até que adormeço, luto tanto, luto por não pegar no telemóvel, luto por não pensar em quem não quero, luto por não deixar cair uma lágrima sequer. E de cada vez que faço alguma destas três coisas, tenho que recomeçar a contagem, como se estivesse nos alcoólicos anónimos:
“Olá, eu sou a Ana, comecei a lutar á uma semana, mas hoje tive uma recaída…”
Mas que luta é está??? Já chega, eu não quero mais, a sério…
Dói tanto!
Está a chover, até a própria natureza está zangada comigo…será que está tão zangada quanto eu?
Acho que já posso fechar mais um capítulo, nesta história que parece interminável, e que inevitavelmente, se torna repetitiva. O final é sempre tão igual, a única coisa que muda é a duração de cada capítulo, e a história que conduz á ultima linha. A dúvida que fica é se o livro termina por aqui…
Está tão difícil terminá-lo…
Como é possível que acabe sempre tudo da mesma maneira? Sério, não entendo… queria muito entender, mas não entendo.
Se calhar desta vez a culpa até foi um bocadinho, minha!
Neste momento é tudo um grande mar de incertezas. E de vez em quando sou assaltada por flashbacks, o que mais me irrita, é que são todos de momentos bons.
Nunca recordamos mesmo os momentos maus… mas agora queria muito recordá-los, talvez me ajudassem a sentir um bocadinho da tão ansiada paz.
O que escrevo quase que não faz sentido, mas quanto mais escrevo, mais percebo que chegou mesmo mais um fim.
Por segundos sinto-me aliviada, para logo a seguir sentir a dor atroz.
Ai, odeio sentir-me assim tão vulnerável, tão exposta, tão humana.
Não era suposto ser assim, não era suposto doer tanto, eu nem sequer gostava dele, pelo menos não como antes…
A verdade é que nunca deixei sequer de gostar, por mais que isso me custe tenho que admitir. Amor não é? É essa a expressão que as pessoas costumam usar. Que feia e sem significado quando escrita, acho que só devia ser permitido dizê-la…
Já estou a divagar…
Como é possível gostar tanto de alguém que nos faz tanto mal?
É muito esquisito, mas sinceramente não me importa muito o que ele me fez, o ou que ele me faz, ou a maneira como age comigo, neste momento só me vêm á cabeça as recordações boas, e fico triste quando me lembro que já não vamos ter mais momentos bons, ou maus, já não vamos ter momentos sequer…
Tudo isto podia ser muito mais fácil, mas o D. embicou comigo, não sei porquê! Já era tempo de me deixar em paz… se nunca gostou um bocadinho sequer de mim porque é que não parou logo quando começou a namorar com a A. M.?
Eis uma das grandes questões da minha vida…
Mas não, ele gosta de me fazer a vida num inferno, não sei, acho que tem prazer nisso!
Já chega, não me apetece falar mais nisto, não me apetece escrever mais sobre isto, não me apetece sequer pensar mais nisto.
Não vou de certo perder mais tempo nenhum a pensar nisto!!!!!

Nana

segunda-feira, 12 de maio de 2008

o Jogo

4 observações sobre as parvidades que escrevo!
Lidar com as consequências das nossas escolhas, das nossas decisões pode revelar-se uma tarefa complicada.
Achamos sempre que somos muito fortes, e que venha o que vier nada nos afecta, mas não é verdade. Infelizmente não é verdade.
Apesar de sempre ter dito a mim própria que era forte o suficiente para lidar com isto, tive a prova de que não era de ferro como pensava ser. Quem me dera ser de ferro, e ter estômago para aguentar qualquer situação sem pestanejar…Mas não sou de ferro, nem tenho estômago para aguentar.
Pelo menos não quando estou sozinha. Normalmente é fácil não chorar quando estou rodeada de pessoas, simplesmente porque não posso mostrar o que me magoa tanto, mas quando estou sozinha…não sobra nada para esconder.
E ai posso chorar á vontade.
O pior é quando estamos tão mal que nem conseguimos esperar até estarmos sozinhos para poder chorar, e choramos ali, em frente de toda a gente.
Isso chateia-me tanto…Quem tomou aquela decisão fui eu, por isso, tenho que sofrer as consequências sozinha, ninguém tem nada a ver com isso, nem sequer tenho o direito de preocupar os meus amigos. Os amigos que sempre me avisaram, e a quem eu sempre dou ouvidos. Mas independentemente disso, achei que podia fazer as coisas á minha maneira.
E agora já não posso parar, não por não conseguir, mas antes por não querer.
É tão estúpido não querer, não compreendo como posso não querer parar. Devia querer parar de jogar o jogo, o jogo onde fui eu quem fez as regras.
Se calhar é por o jogo ser meu que não quero parar, porque o construí com tanto carinho…
Há tanta coisa que não compreendo…
Se fui eu quem fez as regras, como é q me magoo quando jogo? Nenhuma regra foi desrespeitada pelo adversário, por isso devia estar na maior, mas não estou. E porquê? Não sei.
Se calhar quem quebrou as regras fui eu. Se calhar cheguei perto de mais. Demasiadamente perto do limite dos sentimentos, onde a dependência se torna em algo muito mais profundo.
Que porcaria, eu conhecia o jogo melhor que ninguém, mas mesmo assim estou a perder.
Eu odeio perder.
Mas parece que neste jogo nunca posso ganhar, ou sequer ficar empatada.
Se calhar isto não devia ser um jogo. Não devia ter que lutar tanto por não transpor o limite dos sentimentos. Devia ser fácil, passar o tempo entre cada partida. Mas acima de tudo devia ser fácil, lidar com as regras que eu própria construí, e com as consequências que surgem delas.
Isto é tão injusto. Sou sempre eu quem acaba mal no meio desta história toda.
Não quero que a outra pessoa acabe mal em vez de mim, sinceramente isso não me interessa. Só queria estar bem, não me importar, como não me importava á uns meses atrás.
Estou tão zangada comigo mesma, apesar de conhecer tão bem o adversário, e de saber exactamente como é que ele age comigo, continuo a chegar perto do limite dos sentimentos. Enquanto isso acontecer, vou sempre perder o jogo, o jogo que não devia ser jogo, devia ser como um passeio numa tarde de verão. Um passeio completamente calmo, onde cada um de nós seguia o seu próprio caminho, não pensando em mais nada, nada enquanto os nossos caminhos, não se cruzassem para uns breves instantes.

O Pincipezinho

0 observações sobre as parvidades que escrevo!
“Nunca lhe devia ter dado ouvidos. Nunca se deve dar ouvidos ás flores. Deve-se é olhar para elas e cheirá-las. A minha, perfumava-me o planeta todo, mas eu não sabia dar valor a isso. E aquela fanfarronice das garras, que me irritou tanto, devia era ter-me enternecido… (…) Não fui capaz de entender nada. Devia tê-la avaliado não pelas palavras e sim pelos actos. Ela perfumava-me e dava-me luz! Eu nunca devia ter fugido! Devia ter sido capaz de adivinhar toda a ternura escondida por detrás daquelas manhas. As flores são tão contraditórias! Mas eu era novo demais para saber gostar dela. (…) No dia da partida, quis deixar tudo em ordem e passou a manha a cuidar do planeta. (…)
Com uma ponta de melancolia, o principezinho ainda foi arrancar os últimos rebentos de embondeiro. Não tencionava voltar. Todas aquelas tarefas tão familiares, lhe pareciam perfeitamente deliciosas nessa manhã. E quando estava a regar a flor pela ultima vez e se preparava para cobri-la com a redoma, sentiu uma grande vontade de chorar.
- Adeus – disse para a flor.
Mas ela não lhe respondeu.
- Adeus – repetiu o principezinho.
A flor tossiu. Mas não era por causa da constipação.
- Fui muito parva – acabou por dizer. – Desculpa. Tenta ser feliz.
Ficou espantado por ela não se por com recriminações. E para ali se deixou ficar, totalmente desconcertado, de redoma no ar. Não conseguia entender aquela mansidão, aquela calma.
- Porquê essa admiração? È obvio que eu gosto de ti – disse a flor. – Por culpa minha nunca o soubeste. Mas, hoje, isso já não tem importância nenhuma. Olha, tu também foste tão parvo como eu. Agora, tenta ser feliz… E deixa essa redoma em paz. Não preciso dela.”

In O Principezinho

sábado, 5 de abril de 2008

A Lua de Joana

1 observações sobre as parvidades que escrevo!
“Tenho pensado tanto no “Diogo”! (…) É um sentimento diferente do que sentia dantes. Ele era assim como um irmão (…) agora nem sei definir o que sinto em relação a ele. É como se eu gostasse de poder ser mãe do “Diogo”… Sei que é estranho, mas a verdade é que às vezes me lembro dele quando me vou deitar e apetecia-me ir lá acima ajeitar-lhe o cobertor, passar-lhe a mão pelos cabelos. È de facto, esquisito, mas é assim. Por outro lado, acho que não tenho jeito para ser mãe de ninguém, nem de mim mesma.”

In A Lua de Joana

domingo, 30 de março de 2008

Merdas da Vida

2 observações sobre as parvidades que escrevo!
O que é que se faz perante o turbilhão de sentimentos que te rodeiam, num mundo onde nem sequer os consegues controlar?
O que é que se faz quando sentes um carinho de tal forma incondicional por alguém, e sentes a necessidade de protege-lo de tudo e todos, só desejando a sua felicidade?
O que é que se faz quando entras num mundo que não queres nem conheces como teu?

terça-feira, 18 de março de 2008

Voo

0 observações sobre as parvidades que escrevo!
Uma palavra basta para nos levar do céu á terra em pouco minutos. São essas palavras que eu agradeço, e são essas palavras que me permitem restabelecer o controlo que nunca devia ter perdido.
É giro perceber, como mesmo depois dessas palavras, só se restitui o controlo e perde-se confiança, e aquilo que mais queria reaver não consigo. Não consigo, porque afinal foi alguma coisa que perdi á muito tempo, á tanto tempo que já nem sei qual a forma daquilo que perdi.
O turbilhão de sentimentos que me persegue divide-me, mas sobretudo sinto-me estúpida, estúpida por aquilo que disse, e por aquilo que fiz. Porque afinal quando ainda tinha controlo sobre mim própria permitia-me fazer de tudo um pouco sem sequer sentir.
Apesar de tudo continuo a saber que não vou deixar de fazer o que fiz ou o que faço, porque, e apesar de tudo no final do dia, o que restam são recordações, simples recordações de uma pequenina vida que nunca teve razão de existir.

segunda-feira, 17 de março de 2008

A insustentável leveza do ser

4 observações sobre as parvidades que escrevo!
Engraçado como uma conversa sincera pode mudar muita coisa!Coisas que eventualmente não queremos mudadas, mas que á força de gestos e palavras, acabam por superar o limite das nossas forças, numa tentativa de saltar por entre o complexo de sentimentos e torná-los muito simples.

Saudade é o ar que vou sugando e aceitanto...

Estou a percorrer um caminho cada vez mais tortuoso, onde perco o controlo a cada irregularidade do terreno, aquele controlo que eu achava tão precioso, e que me ajudava a caminhar direita sobre a aridez do terreno que tenho que pisar.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Mar de Chamas

0 observações sobre as parvidades que escrevo!
Estou tão cansada, sinto-me como se caminhasse por entre um mar de areia escaldante, que me queima os pés e a alma.
Tento lutar contra aquilo que sinto, aquilo que não sinto, contra aquilo que me rodeia, aquilo que me mata, aquilo que me consome.
Às vezes é tão difícil continuar a andar sobre a chama, queria parar, cair, levantar-me e andar de novo, até ao oásis, até ao tão aclamado oásis que teima em não acudir.
A miragem chega a ser uma cruel ilusão que me tortura a cada movimento, a cada passo a cada olhar, e que se desvanece assim que me aproximo.
Mal consigo levantar os pés para prosseguir a caminhada até… não sei até onde, até ao fim do infinito deserto escaldante, que me mata e me consome.
A minha alma tem sede, sede de água, sede de sangue, sede de vida, sede de lágrimas, sede de chuva, sede.
Olho em redor, não vejo ninguém, não consigo ver ninguém no que parecem ser quilómetros de chamas saídas das áridas paisagens deste deserto. Só vejo vermelho, vermelho de sangue, vermelho de ódio, de ódio, que sentimento feio, ódio, não conheço esse sentimento, ódio, nunca ninguém me ensinou o que era o ódio.
Não consigo sentir, a minha alma está demasiado cansada de sentir, ou de não sentir, não sei.
Olho para o céu, está tão escuro…um céu negro no meio de um deserto vermelho e escaldante, quero que chova, mas nem uma gota para acabar com a minha agonia, com a minha sede.
À minha frente caiu um raio, um raio prateado que penetrou na escaldante areia do deserto vermelho. Não me acertou por pouco, mas de repente, chuva, chuva vermelha, gotas de sangue vindas de um céu negro. Gotas abrasadoras que queimam a areia escaldante, e que me queimam a mim.
Dói, dói muito, sinto o corpo a arder, sinto a alma a arder, cada gota é uma pequena tortura, num mar de torturas maiores que me consomem.
De tanta dor já nem sinto nada, quero chorar mas as lágrimas não caiem, estão presas, tento arrancá-las dos meus olhos mas não caiem, puxo mas não caiem.
Caminho mais um pouco, com uma réstia de esperança de vislumbrar a saída do deserto infinito que teimo em percorrer, mas ela não aparece. Não vai aparecer. Quero alguém que me resgate desta pequena tortura pessoal, alguém que me ensine o caminho que leva ao fim do deserto, do infinito deserto que teimo em percorrer.
Não consigo sair sozinha, é tão longe a saída, já não tenho força para andar…quero alguém que me liberte desta prisão, deste inferno de Dante, do inferno de Dante que criei para mim.

Nana

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Carta

0 observações sobre as parvidades que escrevo!
A cada mensagem, lá se vai mais um bocadinho da minha dignidade!! Que raio também, logo tinham que inventar tal coisa, dignidade, mas o que é isso? Ah e tal, não sei, mas diz que é giro…
A minha está bem lá no fundo, é só o que eu sei, mas antes queria não saber.
Comecei a perde-la, vai fazer quatro anos, tudo por um toque. Que raio de brincadeira mais infantil, toques para o telemóvel de pessoas que nem conhecemos, ou que conhecemos mas essas mesmas pessoas não nos conhecem a nós. Mas depois dão o nosso número a outras pessoas que nós não conhecemos e que também não nos conhecem a nós, e acaba por ser uma grande confusão de “nós” e de pessoas.
Há nós que são difíceis de desatar e este é um deles.
Toque para aqui, toque para ali, mensagem para aqui, mensagem para ali, e mal dei por mim estava perdida num mar de palavras sem significado, de mentiras e de desilusões.
Há histórias que nunca se esquecem, e esta por mais anos que viva nunca vou esquecer, isso é certo…
No cenário da tua vida aclamas noites alucinantes,
De gentes estonteantes que são tanto como tu.
No teatro do teu olhar há quem note que a coragem
Não passa de uma miragem com preguiça de gritar.
No repetir do teu mostrar inventas-te uma história
De que em ti não há memória,
Porque sabes que não é tua (…).
Continuas a ensaiar a conveniência de um sorriso,
O planear do improviso que te faz sentir maior.
No artifício dos teus gestos pensas abraçar o mundo,
Quando nem por um segundo te abraças a ti mesmo.
E assim vais vivendo,
E assim andando ai,
E assim perdendo em ti
Tudo aquilo que nunca foste.
Houve alguém que te conheceu,
Que te faz tremer ao passar,
Porque nunca a deixas-te de amar.
O poema retrata um mentiroso, que dizia ser muito mais do que aquilo que na verdade é, só houve uma pessoa que o conheceu realmente e que ele nunca deixou de amar.
A história que vou contar passa um pouco por isto, conheci alguém que mentiu, inventou para si próprio um personagem, alguém que nunca foi. Não sei se alguém o conheceu tal e qual como é, se essa pessoa existe não sou eu, mas tal como no poema espero que ele nunca a deixe de amar.

Era na Páscoa, de um ano que já não me recordo, as aulas estavam quase a começar e não havia nada para fazer, entre tardes passadas com a A.M., numa surgiu a brincadeira dos toques, o raio da brincadeira dos toque, mal sabia eu que a brincadeira dos toques me ia arrastar para isto.
Lembro-me exactamente daquilo que a A.M. disse, ao vasculhar a lista telefónica do meu telemóvel:
“M., quem é este M.?”
“É o irmão do B.” disse-lhe eu.
“Ai é? Tão vou mandar um toque!”
“Ai vais? Tão eu também mando.” Que raio de gaiata influenciável que me sai, também, mas só sei dizer que á pala desta personalidade de merda senti o gosto do mel, mas com sabor a fel!!
O M. não nos conhecia, e é claro que deu o nosso numero aos amigos para descobrir quem éramos, ou para gozar um bocado com a nossa cara. O que não deixou de ser engraçado, até ao momento em que eu, na minha “inocência” e não fazendo ideia que havia sido o M. a dar o nosso numero aos amigos, comecei a trocar mensagens com um deles.
Tinha sido tudo óptimo, não fosse chegar mesmo a conhecer a dita pessoa, e não fosse a pessoa já ter inventado toda uma história para a tal personagem que queria representar.
Mais mensagens, um beijo, uma tarde em que nos envolvemos, os dois, no mar de lençóis que era a cama dele, mais uma tarde, outra e outra, a A.M., eles os dois, um beijo numa qualquer rua de uma cidade á qual chamava minha, lágrimas, muitas lágrimas, medo, incerteza, rancor, ódio, tristeza, desilusão, dor, dor, dor, solidão…mais lágrimas, mas apesar de tudo AMOR. Apesar de tudo o D. não me saia da cabeça.
A história dele e da A.M. não durou muito, ela gostava de dar umas facadazinhas na relação deles, e acho que o D. sentiu a cabeça muito pesada.
Alguns meses volvidos, mais mensagens, mas o medo e a desconfiança impediram-me de me envolver, pelo menos fisicamente.
Mais meses passados, de novo mensagens, um beijo, medo, dor, desejo, desconfiança, medo, medo, medo…
Passaram quase dois anos, de mensagens, de silêncios, sem envolvimentos…mas dois anos, é muito tempo. O corpo pedia chuva e mais uma vez um beijo e outro, uma manha passada numa qualquer cama, de uma casa que ás vezes, queria não reconhecer. Mas não podia durar, ele já tinha alguém…lágrimas, dor, dor, dor, memórias, recordações, fantasias tediosas…
Mais dois anos de mensagens e silêncios, e agora vejo-me de novo envolta num labirinto do qual não sei sair.
Nunca soube, á quatro anos que vaguei-o num labirinto, já estive perto de achar a saída, mas o perto foi longe.
Quando me envolvi de novo com o D. era para lhe dar uma lição, para lhe mostrar que eu faço aquilo que quero, com quem quero, quando quero, que ele não tem nada a ver com a minha vida e que nas minhas mãos ele não era mais que um objecto, um objecto sexual talvez.
Mas parece que as coisas não correram como eu queria, estes quatro anos de lembranças pregaram-me uma partida e eu vi-me de novo no centro do labirinto.
Dou por mim a arranjar desculpas para mim mesma, para me deixar envolver por este protótipo de relação, que nunca passará daquilo que sempre foi, nada.
Não me arrependo de nada do que fiz, aliás tudo o que fiz, fez de mim aquilo que sou hoje.
Desde há quatro anos atrás que todos os dias penso numa mesma pessoa, acredito que um dia, assim sem me aperceber sequer vou deixar de pensar nele, tudo aquilo que vivi, tudo aquilo que senti não vai passar de uma doce recordação, que me vai assaltar quando menos esperar por uma qualquer razão desconhecida.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O regresso

1 observações sobre as parvidades que escrevo!
Parece mesmo que temos o gato fedorento de volta á sic. Que os proprietarios influenciam os media é um facto, e a RTP não é excepção...Imagino que o nosso "governo" já não suportasse muito bem as rabulas dos quatro humoristas, na estação publica.Nesta medida, a mudança foi uma jogada extremanete inteligente por parte do agente Luis Lopes (que diz que é giro e tudo).Outra duas jogadas inteligentes: por um lado a rtp lançar o DVD da 3º serie do diz que é uma especie de magazine, com direito a edição especial com o diz que é uma especie de revellion e respectivo making off. Por outro lado a SIC lançar o DVD da serie Barbosa.Agora resta esperar até setembro para ver como é que os humoristas vão construir os novos programas, cantando com a possibilidade de não voltarmos a ver tão depressa um formato como o diz que é ma especie de magazine. Até porque não fará muito sentido voltarem para a SIC com um formato utilizado pela primeira vez na concorrencia.
Nana